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Wilson Simonal, cujo nome completo era Wilson Simonal de Castro, nasceu durante o Carnaval de 1938, no Rio de Janeiro, e partiu em 2000, aos 62 anos de idade. Sua vida e carreira são marcadas por uma trajetória única na música popular brasileira.


Desde o auge do seu sucesso nos anos 60, Wilson Simonal conquistou o coração do público com sua voz aveludada e sua presença de palco singular. Muitos o consideram o primeiro pop star negro da MPB, e com razão. Durante essa década, ele lançou onze LPs, mostrando sua versatilidade musical e consolidando-se como um dos grandes nomes da música brasileira da época.


Suas músicas foram verdadeiros sucessos, permeando diversos gêneros musicais, desde o samba até o soul. Entre suas canções mais conhecidas estão "Mamãe Passou Açúcar em Mim", "Vesti Azul", "Nem Vem que não Tem", "Sá Marina" e "País Tropical". Simonal não se limitava a um estilo específico, sua voz e interpretação fluíam com facilidade por entre chá-chá-chá, bossa nova, rock, samba, samba-rock, soul, samba-funk, jazz e outros ritmos, mostrando sua versatilidade e talento inquestionável.



A história de Simonal se inicia em uma família humilde, onde teve que superar adversidades desde cedo. Sua mãe, Maria, enfrentou a dura realidade de criar os filhos sozinha, trabalhando como empregada doméstica. Foi nesse contexto que Simonal começou a trilhar seu caminho na música, primeiro como parte do coro do colégio e posteriormente como cantor no exército, onde seu talento foi descoberto em festas internas.


O encontro com Carlos Imperial foi crucial para sua carreira, abrindo portas para o mundo artístico do Rio de Janeiro. A partir daí, Simonal não parou mais de crescer, consolidando sua presença nos palcos e nos estúdios de gravação.


Seu sucesso alcançou patamares internacionais, fazendo com que Simonal se destacasse não apenas no Brasil, mas também em suas excursões no exterior. Sua habilidade em envolver o público, transformando plateias em coros gigantes, era lendária. Um exemplo marcante foi sua performance no Maracanãzinho em 1969, na abertura do show de Sérgio Mendes, onde fez 30.000 pessoas cantarem juntas.


Entretanto, a carreira brilhante de Simonal foi ofuscada por um episódio polêmico em 1972, que marcou o início de seu declínio. Envolvido em questões judiciais e acusações que afetaram sua imagem, Simonal enfrentou um período turbulento, culminando em sua prisão e subsequente boicote por parte de colegas da indústria musical.


Apesar dos esforços para provar sua inocência, Simonal viu sua carreira definhando, afetada não apenas pelas consequências legais, mas também pelo desgaste físico e pelo alcoolismo. Seu nome, outrora celebrado, foi manchado e sua voz, uma vez poderosa, foi silenciada prematuramente.


No entanto, o legado de Wilson Simonal transcende os altos e baixos de sua vida pessoal e profissional. Seu talento incontestável, sua contribuição para a música brasileira e sua capacidade de cativar plateias continuam vivos através de suas canções atemporais.


O documentário "Ninguém Sabe o Duro Que Dei", lançado em 2009, ajudou a reavivar o interesse e o reconhecimento pela figura histórica de Simonal. Além disso, seus filhos, Wilson Simoninha e Max de Castro, seguiram seus passos na música, mantendo vivo o legado do pai.


Assim, Wilson Simonal permanece como uma figura icônica da música brasileira, lembrado não apenas por seus maiores sucessos, mas também pela conturbada jornada que percorreu, enfrentando desafios e deixando sua marca indelével na história da MPB.


Fonte: https://cantodampb.com/biografia-de-wilson-simonal/