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Jackson do Pandeiro, nascido José Gomes Filho, deixou um legado imensurável na música popular brasileira como um dos mais importantes cantores, compositores e instrumentistas do país. Conhecido como o Rei do Ritmo, sua vida e obra são marcadas por uma profunda ligação com as raízes nordestinas e por sua capacidade de transcender fronteiras musicais, incorporando elementos de diversos gêneros, como o forró, o samba e o coco, em suas composições.


Nascido em Alagoa Grande, Paraíba, em 31 de agosto de 1919, Jackson do Pandeiro cresceu em um ambiente musical, sendo filho de uma cantadora de coco famosa, Flora Mourão. Desde cedo, demonstrou interesse pela música e começou a tocar pandeiro aos oito anos de idade, acompanhando sua mãe em apresentações pelas festas de sua cidade natal.



Sua trajetória musical começou a se consolidar quando, aos 17 anos, abandonou empregos humildes para se dedicar à música. Iniciou sua carreira como percussionista em clubes e rádios em Campina Grande e, posteriormente, mudou-se para João Pessoa e Recife, onde ganhou destaque na cena musical local.


Foi em Recife que adotou o nome artístico Jackson e começou a ganhar reconhecimento, especialmente após o sucesso de "Sebastiana". Sua mudança para o Rio de Janeiro em 1954 marcou um novo capítulo em sua carreira, onde alcançou fama nacional com músicas como "Forró em Limoeiro" e participações em filmes ao lado de sua então companheira Almira.


Jackson do Pandeiro deixou um vasto repertório, com sucessos como "Chiclete com Banana", "Quem não chora não mama", "O canto da Ema", entre outros. Sua discografia abrange álbuns que refletem sua versatilidade e genialidade musical, como "Casaca de couro", "Forró do Jackson" e "Isso é que é forró".


Além de seu próprio trabalho, suas músicas foram reinterpretadas por outros artistas, como Gilberto Gil e Alceu Valença, o que demonstra sua influência duradoura na música brasileira.


Na vida pessoal, Jackson do Pandeiro foi casado duas vezes e teve uma parceria artística significativa com Almira Castilho de Albuquerque. Sua morte prematura em 1982, aos 62 anos, deixou um vazio na música brasileira, mas seu legado continua vivo, inspirando gerações de artistas e aficionados pela riqueza cultural do Nordeste brasileiro. 


Fonte: https://www.ebiografia.com/jackson_do_pandeiro/